"Sem Razão"
Manuh
Apaixonante :)
16.4.07
15.4.07
Sabedoria de Domingo
Coincidências, coincidências... Eu nem acredito nelas, mas é no mínimo interessante quando a gente passa a semana inteira refletindo sobre um determinado assunto, e de repente a gente vê algo que complementa com perfeição tudo que se havia pensado sobre aquilo... no jornal de domingo.
Trecho da coluna de hoje da sempre genial Martha Medeiros, que fala sobre ser escravo da própria liberdade:
"No final das contas, fiquei com a impressão de que a liberdade é um conceito relativo. Todas as teorias são claustrofóbicas, pois a tendência é sermos engolidos por elas e nos vermos obrigados a seguir um rumo que talvez não seja condizente com nossa verdadeira inclinação emocional. Seguir nosso desejo é o que nos torna livres, e o desejo é variável, mutante, inclassificável - não pode ser considerado moderno ou antigo, é o que é."
Essa busca frenética pela liberdade, que acaba se transformando em mais uma forma de escravidão, entra naquele outro tema da auto-definição que perturba todas as pessoas. Todo mundo está atrás de sua identidade, de seu significado, de sua verdadeira essência. É certo que, para encontrar o seu verdadeiro eu, a liberdade é fundamental. Porém o ser humano, em sua visão tacanha e incapacidade de expandir seus conceitos acanhados, acaba se rotulando, se encaixando em padrões pré-estabelecidos ao invés de reinventá-los, e com isso acaba se prendendo mais ainda ao invés de se libertar. A mentalidade fechada das pessoas impede que elas reconheçam a infinidade de possibilidades que a vida oferece, impede que encontrem a verdadeira liberdade. Mas a busca por si só já é um bom começo. É como está na frase de "Encontros e Desencontros": Quanto mais você sabe quem você é, e o que você quer, menos as coisas te perturbam.
Outra resposta para indagações íntimas veio no Horóscopo de domingo:
"Eis que a única coisa certa na vida é a mudança. Hãn? Certo, nem sempre a mudança é boa, para melhor, mas é legal estar preparado, particularmente nas expectativas em relação a pessoas. Alguém pode furar o seu balão, mesmo sem querer. Mas, ora, um leonino criativo como você sempre tem um plano B embaixo da juba."
Alguém pode furar o seu balão... hehehe. Realmente os "sinais" não cansam de reafirmar para mim a condição de mutabilidade e impermanência da vida. E não cansam de me dizer que nessa louca jornada não devemos nos apegar a nada. O desapego é algo difícil de conseguir, mas é inevitável. Uma hora ou outra vamos nos confrontar com ele, lembrando que realmente era a coisa mais certa a fazer. Todas as pessoas - repito todas - vão te deixar na mão algum dia. Eu achei que já tinha aprendido bem essa lição, mas é sempre bom relembrar. E você tem que ter um plano B. Tem que ser desapegado. Deixar que as pessoas venham e vão da sua vida conforme o fluxo natural das coisas.
Pra completar, até no Saia Justa de ontem estavam falando sobre isso. "Quando você se despe de tudo, de todos os seus papéis e personagens, qual é a verdade que sobra? Qual é a essência?", questionavam. E a mesma idéia estava até no final de "Encontro Marcado", que passou na TV anteontem, quando o personagem de Anthony Hopkins dá uma última olhada para trás e comenta com a Morte encarnada por Brad Pitt: It's hard to let go, isn't it?
A essência: a única coisa que importa de verdade. Que vai estar lá depois que você se despir de todos os papéis, personagens, depois que você tiver que abandonar toda a vida estruturada e portentosa que conseguiu construir em tantos anos, depois que você se vir livre de todos os rótulos e paradigmas, depois que todos te deixarem na mão, qual vai ser o plano B? A essência...
Moral da história? Danem-se todos esses opcionais que vamos acumulando ao longo do caminho, crentes de que estamos fazendo um baita upgrade em nós mesmos. Não cultive papéis, paradigmas, não cultive os rótulos que você criou para si mesmo ou em que as outras pessoas se esforçam pra te encaixar. Não cultive demais as suas "conquistas", sejam elas objetos, pessoas ou simplesmente histórias pra contar. Tudo isso se vai pelo caminho, e no final das contas só resta a sua essência. Cultive o que você é.
Trecho da coluna de hoje da sempre genial Martha Medeiros, que fala sobre ser escravo da própria liberdade:
"No final das contas, fiquei com a impressão de que a liberdade é um conceito relativo. Todas as teorias são claustrofóbicas, pois a tendência é sermos engolidos por elas e nos vermos obrigados a seguir um rumo que talvez não seja condizente com nossa verdadeira inclinação emocional. Seguir nosso desejo é o que nos torna livres, e o desejo é variável, mutante, inclassificável - não pode ser considerado moderno ou antigo, é o que é."
Essa busca frenética pela liberdade, que acaba se transformando em mais uma forma de escravidão, entra naquele outro tema da auto-definição que perturba todas as pessoas. Todo mundo está atrás de sua identidade, de seu significado, de sua verdadeira essência. É certo que, para encontrar o seu verdadeiro eu, a liberdade é fundamental. Porém o ser humano, em sua visão tacanha e incapacidade de expandir seus conceitos acanhados, acaba se rotulando, se encaixando em padrões pré-estabelecidos ao invés de reinventá-los, e com isso acaba se prendendo mais ainda ao invés de se libertar. A mentalidade fechada das pessoas impede que elas reconheçam a infinidade de possibilidades que a vida oferece, impede que encontrem a verdadeira liberdade. Mas a busca por si só já é um bom começo. É como está na frase de "Encontros e Desencontros": Quanto mais você sabe quem você é, e o que você quer, menos as coisas te perturbam.
Outra resposta para indagações íntimas veio no Horóscopo de domingo:
"Eis que a única coisa certa na vida é a mudança. Hãn? Certo, nem sempre a mudança é boa, para melhor, mas é legal estar preparado, particularmente nas expectativas em relação a pessoas. Alguém pode furar o seu balão, mesmo sem querer. Mas, ora, um leonino criativo como você sempre tem um plano B embaixo da juba."
Alguém pode furar o seu balão... hehehe. Realmente os "sinais" não cansam de reafirmar para mim a condição de mutabilidade e impermanência da vida. E não cansam de me dizer que nessa louca jornada não devemos nos apegar a nada. O desapego é algo difícil de conseguir, mas é inevitável. Uma hora ou outra vamos nos confrontar com ele, lembrando que realmente era a coisa mais certa a fazer. Todas as pessoas - repito todas - vão te deixar na mão algum dia. Eu achei que já tinha aprendido bem essa lição, mas é sempre bom relembrar. E você tem que ter um plano B. Tem que ser desapegado. Deixar que as pessoas venham e vão da sua vida conforme o fluxo natural das coisas.
Pra completar, até no Saia Justa de ontem estavam falando sobre isso. "Quando você se despe de tudo, de todos os seus papéis e personagens, qual é a verdade que sobra? Qual é a essência?", questionavam. E a mesma idéia estava até no final de "Encontro Marcado", que passou na TV anteontem, quando o personagem de Anthony Hopkins dá uma última olhada para trás e comenta com a Morte encarnada por Brad Pitt: It's hard to let go, isn't it?
A essência: a única coisa que importa de verdade. Que vai estar lá depois que você se despir de todos os papéis, personagens, depois que você tiver que abandonar toda a vida estruturada e portentosa que conseguiu construir em tantos anos, depois que você se vir livre de todos os rótulos e paradigmas, depois que todos te deixarem na mão, qual vai ser o plano B? A essência...
Moral da história? Danem-se todos esses opcionais que vamos acumulando ao longo do caminho, crentes de que estamos fazendo um baita upgrade em nós mesmos. Não cultive papéis, paradigmas, não cultive os rótulos que você criou para si mesmo ou em que as outras pessoas se esforçam pra te encaixar. Não cultive demais as suas "conquistas", sejam elas objetos, pessoas ou simplesmente histórias pra contar. Tudo isso se vai pelo caminho, e no final das contas só resta a sua essência. Cultive o que você é.
13.4.07
Besteiras Antológicas que Alguém Falou - 1
Beadier estava no meio de uma discussão acalorada, mais ou menos dez pessoas com uma mesma opinião, malhando apenas uma pessoa - Mike - com opinião contrária. Era muito fácil humilhar aquela pessoa, todos estavam contra ela, e Beadier queria dar o golpe de misericórdia, jogar a pá de cal. Mas nesse momento, Beadier cometeu um deslize...
Beadier: Omg, Mike... when are you gonna pass a bullet through your brains? Tape it and then youtube it! ^_^
Que o sagaz Mike não deixou passar...
Mike: that would be one helluva trick... blowing my brains out and then putting it on youtube eh
Realmente... estourar os próprios miolos, filmar e depois pôr o vídeo no Youtube seria um truque e tanto rsrsrs ;)
Beadier: Omg, Mike... when are you gonna pass a bullet through your brains? Tape it and then youtube it! ^_^
Que o sagaz Mike não deixou passar...
Mike: that would be one helluva trick... blowing my brains out and then putting it on youtube eh
Realmente... estourar os próprios miolos, filmar e depois pôr o vídeo no Youtube seria um truque e tanto rsrsrs ;)
10.4.07
Segunda Chance
A primeira impressão é a que fica, dizem. Mas eu não concordo. Sou partidária da idéia de que tudo pode mudar em um piscar de olhos. A gente sempre pode ver as coisas de uma outra maneira, ou as coisas podem também simplesmente não ser mais as mesmas. A vida é dinâmica, mutável, impermanente. E sempre te dá uma segunda chance.
Eu assisti a um trecho de "Encontros e Desencontros" há muito tempo atrás, zapeando na TV a cabo de madrugada. Confesso que me detive apenas alguns minutos, e logo mudei de canal. O filme me pareceu chatíssimo. Desde então, ouvi muitas pessoas falarem bem desse filme, mas apesar disso nunca havia tido vontade de vê-lo de novo. Ou de, na realidade, vê-lo e ponto, já que alguns minutos não valem o filme inteiro. Mas apenas tinha ficado com aquela primeira impressão ruim, de "filme chato".
Outro dia, assistindo a 24 Horas na TV a cabo, de repente no intervalo apareceu uma propaganda desse filme, que estava estreando na Fox. A propaganda mostrava algumas cenas do filme, aquele sightseeing todo de Tóquio, e enquanto aparecia a Scarlett Johansson sentada na janela de um trem, com fones de ouvido na cabeça, olhando para o dia cinzento lá fora, a voz do dublador do Bill Murray dizia a frase que me fascinou tanto a ponto de me fazer querer dar uma nova chance e ver "Encontros e Desencontros" de novo:
"Quanto mais você sabe quem você é, e o que você quer, menos as coisas te perturbam."
Não sei em que parte do filme ela se encaixa, ou qual o significado dela na história. Mas essa frase pronunciada numa propaganda na Fox foi a segunda chance de "Encontros e Desencontros" para mim.

Não deu certo da primeira vez? Deixa quieto. Sabe lá quando é que aquilo vai cruzar o teu caminho de novo, talvez se apresentando de uma forma completamente diferente. Afinal, a vida é feita de encontros, desencontros e, principalmente, reencontros.
Eu assisti a um trecho de "Encontros e Desencontros" há muito tempo atrás, zapeando na TV a cabo de madrugada. Confesso que me detive apenas alguns minutos, e logo mudei de canal. O filme me pareceu chatíssimo. Desde então, ouvi muitas pessoas falarem bem desse filme, mas apesar disso nunca havia tido vontade de vê-lo de novo. Ou de, na realidade, vê-lo e ponto, já que alguns minutos não valem o filme inteiro. Mas apenas tinha ficado com aquela primeira impressão ruim, de "filme chato".
Outro dia, assistindo a 24 Horas na TV a cabo, de repente no intervalo apareceu uma propaganda desse filme, que estava estreando na Fox. A propaganda mostrava algumas cenas do filme, aquele sightseeing todo de Tóquio, e enquanto aparecia a Scarlett Johansson sentada na janela de um trem, com fones de ouvido na cabeça, olhando para o dia cinzento lá fora, a voz do dublador do Bill Murray dizia a frase que me fascinou tanto a ponto de me fazer querer dar uma nova chance e ver "Encontros e Desencontros" de novo:
"Quanto mais você sabe quem você é, e o que você quer, menos as coisas te perturbam."
Não sei em que parte do filme ela se encaixa, ou qual o significado dela na história. Mas essa frase pronunciada numa propaganda na Fox foi a segunda chance de "Encontros e Desencontros" para mim.

Não deu certo da primeira vez? Deixa quieto. Sabe lá quando é que aquilo vai cruzar o teu caminho de novo, talvez se apresentando de uma forma completamente diferente. Afinal, a vida é feita de encontros, desencontros e, principalmente, reencontros.
Que 24 horas que nada...
Todo mundo conhece a história. O intrépido agente Jack Bauer tem 24 horas pra salvar o planeta (ou os Estados Unidos, o que, em termos de séries americanas, dá na mesma). Na atual temporada, por exemplo, o pobre Jack é instado a dar a vida em nome do bem de todos. O que deixa uma questão: o que será que eles vão inventar na próxima temporada? (Sim, porque embora ele diga que "seria um alívio", Jack Bauer não morre fácil, então obviamente haverá uma próxima temporada)
Só para que fique claro: eu adoro 24 Horas! Não perco um episódio. Porém, essa não é a questão principal. Outro dia, baixando da internet uns episódios de Prison Break, eu me dei conta de algo fantástico: Que 24 horas que nada!!! Cada episódio baixado - de qualquer série dessa leva, como Lost, Prison Break ou 24 Horas - tem por volta de 42 minutos, com uma variação de alguns segundos para mais ou para menos. Claro que na TV, principalmente com todos aqueles comerciais chatíssimos da Fox, a gente nem nota, mas a grande verdade é essa: Jack Bauer na realidade não tem 24 horas pra salvar o planeta (OK, os EUA), mas apenas 16,8 horas!!! Sim, na verdade ele faz tudo aquilo em muito menos tempo do que nós imaginávamos. Quem diria... Jack Bauer é muito mais intrépido do que a gente pensava...

Jack Bauer é o cara! 24 horas é tempo que dá e sobra...
Só para que fique claro: eu adoro 24 Horas! Não perco um episódio. Porém, essa não é a questão principal. Outro dia, baixando da internet uns episódios de Prison Break, eu me dei conta de algo fantástico: Que 24 horas que nada!!! Cada episódio baixado - de qualquer série dessa leva, como Lost, Prison Break ou 24 Horas - tem por volta de 42 minutos, com uma variação de alguns segundos para mais ou para menos. Claro que na TV, principalmente com todos aqueles comerciais chatíssimos da Fox, a gente nem nota, mas a grande verdade é essa: Jack Bauer na realidade não tem 24 horas pra salvar o planeta (OK, os EUA), mas apenas 16,8 horas!!! Sim, na verdade ele faz tudo aquilo em muito menos tempo do que nós imaginávamos. Quem diria... Jack Bauer é muito mais intrépido do que a gente pensava...

Jack Bauer é o cara! 24 horas é tempo que dá e sobra...
6.4.07
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