Este blog tem andado meio abandonado ultimamente. O que é uma pena, porque eu gostava muito dele e, relendo-o, vêm-me à lembrança muitas coisas boas.
Talvez eu tenha desvirtuado um pouco o caráter do blog lá pelo meio do caminho. Mas como eu sempre digo, eu não tenho compromisso com o erro. Nunca é tarde para voltar atrás e consertar aquilo que está ao nosso alcance.
Dessa forma, alguns posts antigos foram apagados, e a quintessência do que eu acho que deveria permanecer de tudo aquilo que se foi está resumida aqui:
Apenas eu realmente me dei conta de que não importa quem está com a razão, os discursos são simplesmente inúteis. Sendo assim, intermináveis tergiversações não vão acrescentar nada. Eu não tenho que tentar convencer ninguém de nada, nem vice-versa.
Às vezes as coisas que as outras pessoas mais valorizam na gente não são as que, para nós, têm mais valor. Mas os afagos ao nosso orgulho são deveras sedutores, e muitas vezes nós podemos querer nos transformar naquilo, apenas para continuar alimentando essa admiração. E talvez a coisa mais complicada seja efetivamente encontrar o nosso valor no meio das percepções dos outros e das nossas próprias. Mas a vida é uma jornada pessoal e intransferível. É impossível viver uma vida verdadeira escolhendo algum ponto de vista que não o nosso próprio.
Conste que as "tergiversações inúteis" não mais terão lugar neste blog. Isso pode parecer um tanto quanto egoístico e até despótico, mas...
Que se dane, este é o meu blog. Esta é a minha vida. Eu governo.
Eu governo. Isso é tão delicioso de se dizer que eu chego até a compreender por que tantos se trucidaram (e trucidam) por causa de poder. Mas quem precisa de reinos ou impérios? Eu tenho a minha própria vida pra governar.
23.10.08
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