13.2.07

Certezas

No último domingo eu experimentei uma sensação que, acredito, o destino não reserva a muitos. Tive certeza absoluta sobre o meu futuro. Acordei de manhã, duas horas depois de ter ido dormir, e me dirigi à FAPA. Entrei na sala, sentei na minha carteira, respirei aquele ar da diplomacia, um pálido vislumbre da vida que eu e todos os que estavam naquela faculdade naquela manhã pretendíamos ter.

Não é todo dia que você adentra um recinto e diz "meu futuro está aqui". Ou o começo dele, evidentemente. É uma certeza boa de se ter. Eu não sei o que esperar da vida em muitos aspectos. Não sei se vou plantar uma árvore, escrever um livro, pular de pára-quedas, assistir a uma final de Roland Garros, tirar uma foto com o Juan Carlos Ferrero, ir a um show do U2, sentar na primeira fila numa apresentação do John Mayer, aprender russo, caminhar pelas ruínas do império Inca no Peru... Não sei se vou me casar, se vou ter filhos, quantos vou ter, se vou ter um cachorro labrador no quintal, se vou ter uma casa de praia com piscina e vista pro pôr-do-sol, se vou ter um Citröen C3 ou um Honda Civic, se vou aparecer de suspresa na casa da minha mãe pra matar as saudades, se vou ter cunhada e sobrinhos, se vou ter padrasto, se vou testemunhar muitos enterros e nascimentos, se vou dizer "eu te amo pra alguém" algum dia...

Mas uma coisa eu sei: vou ser diplomata.

Um comentário:

Anônimo disse...

you betcha!!!